Autópsia conclui morte por asfixia por enforcamento nos pais de Claudio Carlomagno
Laudo aponta asfixia por enforcamento; Promotoria investiga possível instigação ao suicídio e impacto das redes sociais na morte dos pais.
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Autópsia conclui morte por asfixia por enforcamento nos pais de Claudio Carlomagno
Os primeiros resultados da autópsia realizada nos corpos dos pais de Claudio Carlomagno, suspeito confesso do feminicídio de Anguillara, apontam para morte por asfixia por enforcamento. O exame foi conduzido no Instituto de Medicina Legal da La Sapienza, com colheita de amostras para exames toxicológicos conforme os protocolos forenses.
Maria e Pasquale Carlomagno foram encontrados mortos no final da tarde de sábado na residência da família em Anguillara. As circunstâncias do achado levaram a Procuradoria de Civitavecchia a abrir um inquérito por instigação ao suicídio, com o objetivo de apurar se houve pressões psicológicas ou externas que possam ter contribuído para o desfecho.
Na investigação preliminar, foram recolhidas evidências e relatos que indicam que os pais do acusado viviam isolados desde a prisão do filho. Vizinho(s) relataram ausência de contatos e privação de interação social. Em carta dirigida ao outro filho, o casal mencionou uma "gogna mediática na web". A Promotoria quer verificar se ofensas nas redes sociais, acusações de cumplicidade ou publicações — algumas já removidas após a notícia do suicídio — exerceram influência decisiva.
Enquanto isso, tramita no Tribunal para Menores de Roma, na via dei Bresciani, a audiência que definirá a guarda da criança de 10 anos, filho de Claudio Carlomagno e de Federica Torzullo. Segundo apuração, o juiz deverá avaliar se a criança será confiada aos avós maternos ou colocada temporariamente em uma casa-família protegida, decisão que leva em conta o interesse do menor e a preservação de sua segurança.
Após tomar conhecimento da morte dos pais, Carlomagno passou a ser vigiado dentro do estabelecimento prisional de Civitavecchia. O advogado de defesa, Andrea Miroli, informou que o detento solicitou ver o filho e teria feito ameaças de suicídio. Fontes sindicais, como Aldo Di Giacomo, do Sappe, confirmaram que foram ativados protocolos carcercários rigorosos para evitar atos de autolesão e garantir a integridade do preso.
O inquérito em curso abrangerá não apenas a análise toxicológica e o laudo anatomopatológico, mas também o contexto comunicacional e relacional que antecedeu a morte dos dois. A linha de apuração privilegia o cruzamento de fontes e a verificação de fatos brutos: relatos de vizinhos, mensagens eletrônicas e registros de publicações em redes sociais já estão sendo coletados para compor o quadro probatório.
Trata-se, na avaliação da reportagem, de um episódio que mistura crime, efeitos secundários sobre familiares e a dinâmica das redes sociais. A investigação seguirá técnica e rigorosa, sem espaço para conjecturas: o próximo passo oficial serão os resultados toxicológicos e as decisões judiciais quanto à guarda do menor.