Família do bosque: professora deve retomar ensino das crianças; mãe permanece em comunidade

Professora deve retomar ensino dos três filhos na casa família de Vasto; mãe permanece na comunidade e testes do tribunal iniciam em 23/01.

Família do bosque: professora deve retomar ensino das crianças; mãe permanece em comunidade

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Família do bosque: professora deve retomar ensino das crianças; mãe permanece em comunidade

— A hipótese de separar definitivamente a mãe, Catherine Birmingham, dos três filhos abrigados na casa família em Vasto foi classificada como um possível "ulterior trauma" pela Garante para a Infância e Adolescência, Marina Terragni. Os menores estão desde novembro sob proteção, depois de retirados do casebre no bosque, e permanecem na estrutura onde a mãe também está alojada e pode os encontrar três vezes ao dia.

Em nota oficial, a Garante destacou que "deve tratar-se certamente de um mal-entendido": independentemente do comportamento atribuído à senhora Birmingham, não seria concebível submeter as crianças a mais um atropelo emocional após o episódio do prelevamento em novembro. O discurso privilegia a proteção imediata do interesse da criança e a minimização de rupturas adicionais.

No horizonte processual, porém, avança uma mudança prática que pode ocorrer em horas: a formalização da docente que, ao longo do período escolar, irá deslocar‑se à casa família para reintegrar os menores no percurso educativo. Não há confirmação oficial, mas fontes locais indicam que a professora deverá ser proveniente de Vasto, tarefa que visa suprir lacunas que motivaram a suspensão da responsabilidade parental.

Os advogados da família, Marco Femminella e Danila Solinas, seguem a preparar documentação e a perícia particular encomendada ao psiquiatra e perito de renome, Tonino Cantelmi. Paralelamente, a partir de 23 de janeiro, começam os testes ordenados pelo Tribunal dos Menores de L'Aquila para avaliar competências e condições psicológicas dos dois genitores.

Terragni voltou a expressar preocupação com os prazos: o tribunal fixou até 120 dias para a conclusão das avaliações, um intervalo que a Garante considera excessivo. "Quatro meses — aos quais somam‑se os quase dois meses já passados na casa família — representam um tempo infinito para crianças", afirmou. Ela lembrou que, embora o caso dos menores Trevallion não esteja entre os mais graves, existem situações em que a permanência em estruturas ultrapassa o limite legal de 24 meses devido a prorrogações, evidenciando o descompasso entre ritmos processuais e evolução infantil.

Segundo relatos, quando chegaram à estrutura, os três menores apresentavam defasagens escolares significativas, com dificuldades de leitura e escrita tanto em italiano quanto em inglês — sua língua materna. A chegada da professora, prevista para breve, tem como objetivo restabelecer um calendário letivo e reduzir um dos fatores que levou à suspensão da responsabilidade parental.

Em termos práticos, mantêm‑se as medidas de proteção: os menores continuam na casa família em Vasto; a mãe segue alojada na mesma comunidade e com direito a encontros diários em número limitado. O desfecho dependerá dos resultados das perícias e dos testes psicodiagnósticos, bem como das decisões subsequentes do Tribunal dos Menores.

Apuração in loco, cruzamento de fontes jurídicas e técnicas e atenção aos prazos processuais seguem sendo determinantes para o rumo do caso.

Giulliano Martini
Corresponsal La Via Italia — Vasto