Como vira sobre o Lecce no Sinigaglia e encosta nas vagas da Champions

Como supera o Lecce por 3-1; Perrone lidera a virada e o time sobe ao quinto lugar, a dois pontos da zona da Champions.

Como vira sobre o Lecce no Sinigaglia e encosta nas vagas da Champions

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Como vira sobre o Lecce no Sinigaglia e encosta nas vagas da Champions

MILÃO, 28 de fevereiro de 2026 — Em uma tarde em que o estádio Sinigaglia voltou a respirar entusiasmo, o Como confirmou sua trajetória de crescimento na Serie A ao derrotar o Lecce por 3 a 1. A partida, marcada por alternâncias rápidas e por uma reação coletiva bem orquestrada, reforça o time lariano como candidato a uma vaga nas competições europeias: o clube subiu provisoriamente ao quinto lugar, a apenas dois pontos das posições de Champions.

O jogo começou com sinais de equilíbrio. Logo aos 9 minutos, um cabeceio de Douvikas forçou uma defesa instintiva de Falcone, guardião do Lecce. Ainda assim, a vantagem visitante surgiu aos 14' com Coulibaly, que foi deixado sozinho na área e finalizou com precisão. O gol, porém, teve vida curta.

Três minutos depois, a equipe treinada por Cesc Fàbregas mostrou por que a aposta no coletivo vem dando resultados. Maximo Perrone foi o cérebro da reação: um passe seu encontrou Jesús Rodríguez, que rapidamente serviu Douvikas, pronto para empurrar a bola ao gol e restaurar o empate. A sequência sintetizou bem a identidade que Fàbregas tem tentado imprimir: organização tática, circulação rápida e múltiplas referências ofensivas.

No segundo tempo o Como ampliou o domínio. A equipe lariani não se limitou a reagir; passou a ditar o ritmo, explorar os espaços nas laterais e punir a indecisão defensiva do Lecce. Maximo Perrone emergiu como protagonista absoluto do encontro, com ações que desequilibraram e abriram caminho para os demais gols — sua leitura de jogo e intensidade deram à partida um caráter de corrida coletiva rumo ao triunfo.

Alguns aspectos táticos merecem destaque além dos homens de frente: a escolha técnica de poupar Nico Paz, que ficou no banco, foi decidida em função do calendário — há um confronto pela Coppa Italia contra o Inter nas próximas datas — e demonstra como o elenco vem sendo gerido para manter competitividade em várias frentes. A resposta imediata do público no Sinigaglia também foi determinante; a torcida devolveu energia e, em campo, isso se traduziu em confiança nos sistemas de pressão alta e transição rápida.

Do ponto de vista de classificação, a vitória alarga a ambição do clube: com o resultado, o Como encosta nas posições europeias e alimenta um debate sobre sustentabilidade e projetos a longo prazo — afinal, disputar a Champions implica desafios que vão além do campo, envolvendo estrutura, finanças e reforço de elenco.

Em síntese, foi uma tarde em que a cidade reencontrou um time que não só soma pontos, mas que projeta uma identidade: o Como de hoje combina pragmatismo e ousadia, e tem em Perrone um jogador cuja influência ultrapassa as estatísticas imediatas. Para os observadores, resta acompanhar se essa consistência conseguirá ser mantida nas semanas decisivas que se aproximam.

Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — Espresso Italia