Transparência nas embalagens avança na Itália, mas ritmo varia entre categorias
Relatório IdentiPack: etiquetagem ambiental nas embalagens avança, com variação por categoria; dados de julho/2024 a junho/2025.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Transparência nas embalagens avança na Itália, mas ritmo varia entre categorias
Relatório IdentiPack revela progresso na etiquetagem ambiental das embalagens de consumo
O oitavo relatório do Observatório IdentiPack, promovido por Conai e GS1 Italy, revela que a etiquetagem ambiental nos produtos de grande consumo nas prateleiras italianas continua a se fortalecer — embora o progresso ocorra a velocidades distintas conforme o tipo de informação comunicada.
Para iluminar esse panorama com maior precisão, a edição amplia seu recorte e, além de hipermecados e supermercados, passa a incluir o canal de libero servizio (supermercados com área inferior a 400 m², cerca de 9.615 pontos de venda), oferecendo uma visão mais representativa do mercado nacional. A análise se apoia nos dados do serviço Immagino da GS1 Italy Servizi, cobrindo o período de julho de 2024 a junho de 2025.
Do total de referências grocery analisadas, 55,2% (82.306 produtos) exibem na etiqueta a codificação que identifica o material da embalagem, conforme a Decisão 129/97/CE — um crescimento de +3,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em termos de volume, mais de 21,5 bilhões de embalagens compradas pelos italianos trazem essa informação, o que equivale a 78,6% das unidades vendidas, com alta de +1,8 ponto percentual na comparação anual.
Os setores mais avançados neste quesito foram o segmento de frio (67,2% das referências), carnes (61,3%), fresco (61,2%) e drogheria alimentare (60,4%). Ainda ficaram abaixo da média bebidas (38,8%), petcare (41,7%) e cuidado pessoal (47,5%), embora haja sinais de recuperação em algumas categorias.
Mais difundidas são as indicações sobre o tipo de embalagem e o correto encaminhamento para a coleta seletiva, presentes em 62,1% dos produtos nas prateleiras (92.474 referências) e em mais de 22,8 bilhões de unidades vendidas — ou 83,6% do total grocery. Esses índices crescem +2,2 pontos percentuais por número de produtos e +1,2 ponto percentual por embalagens vendidas.
Dentro dessa frente, destacam-se novamente os setores de frio (83,9% das referências), fresco (75,6%) e carnes (73,8%), enquanto cuidado pessoal, petcare e bebidas permanecem distantes da média.
A presença de selos e declarações ambientais voluntárias é menor, mas em leve avanço: aparecem em 8,9% das referências e em 11,5% das embalagens vendidas (mais de 3,1 bilhões de unidades). Nessa seara sobressaem as categorias de cuidado pessoal, limpeza doméstica, drogheria alimentare e frio; pesca e petcare seguem na retaguarda.
Por fim, a comunicação sobre certificação de compostabilidade das embalagens permanece marginal, registrando apenas cerca de 0,2% das referências — reflexo também do reduzido número de embalagens que, hoje, se enquadram nessa solução.
Em suma, a fotografia traçada pelo Observatório IdentiPack mostra um horizonte límpido e em crescimento: há sinais claros de avanço na transparência das embalagens, mas o percurso ainda exige maior convergência entre categorias, educação do consumidor e inovação nas soluções de embalagem. É preciso semear mais práticas comunicativas e técnicas para que a luz da informação alcance todos os corredores do varejo e transforme comportamento em legado sustentável.
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — curadora de progresso em sustentabilidade e inovação.