Abate Ilegal: Caçador Mata 30 Marrecas, Lei Permite Apenas 10
No Natal, caçador foi autuado em Comacchio por abater 30 marrecas e usar munição e chamadas proibidas; multas e apreensões aplicadas.
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Abate Ilegal: Caçador Mata 30 Marrecas, Lei Permite Apenas 10
No dia de Natal, um caçador foi denunciado pelos Carabinieri Forestali de Comacchio (província de Ferrara) após ser flagrado com uma sequência de irregularidades durante uma ronda preventiva. A operação, realizada enquanto os militares fiscalizavam áreas hidráulicas no contexto da recente emergência meteorológica, resultou no sequestro de material e na autuação do homem por caça irregular e uso de meios proibidos.
Durante a patrulha, os agentes notaram dois veículos estacionados nas imediações da Oasi di Boscoforte delle Valli. Ao se aproximarem para checar a situação, encontraram duas pessoas manuseando sacos no porta-malas. Em um dos carros foram achados 30 exemplares de marreca-comum abatidos — número superior ao limite legal de dez aves por dia.
Além do excesso de capturas, a revista revelou elementos que configuram infração ambiental mais grave: aproximadamente 150 cartuchos contendo munição de chumbo, proibida em zonas úmidas devido ao seu alto poder de contaminação; um aparelho de chamada acústica ilegal com bateria; e vários exemplares de germano-real mantidos como chamadas vivas sem o anel identificador exigido por lei.
O uso de projéteis de chumbo em ambientes aquáticos preocupa autoridades ambientais porque o metal disperso contamina sedimentos e organismos. A ingestão de pequenas esferas de chumbo por aves aquáticas é responsável por intoxicações diretas e por contaminação em cadeia: predadores que consomem aves envenenadas também podem ser afetados. Estudos europeus apontam que o chumbo disperso por cartuchos de caça mata milhões de aves a cada ano, o que reforça o caráter agravante da infração.
Foram então apreendidos os 30 exemplares abatidos, a arma (segundo os registros, de posse regular do indivíduo), a munição e o equipamento de chamada acústica. O caçador foi formalmente denunciado por "esercizio venatorio con mezzi non consentiti" — exercício de caça com meios não permitidos — e recebeu multas administrativas que totalizaram 700 euros.
Fontes oficiais informaram que o homem já constava em bancos de dados das forças de segurança por práticas anteriores. A ação dos Carabinieri Forestali, iniciada durante atividades de vigilância hidráulica ligadas à emergência climática, evidencia o cruzamento de atribuições e a capacidade de fiscalização mesmo em períodos de atenção a riscos naturais.
O episódio chama atenção para dois vetores de impacto ambiental: a prática de caça além das cotas legais e a utilização de materiais proibidos que contaminam ecossistemas sensíveis. A repressão a essas condutas segue sendo prioridade para proteger espécies e preservar a qualidade dos ambientes úmidos, especialmente em áreas protegidas ou de alto valor ecológico.