Dados INAIL 2025: Paolo Capone (UGL) pede mais prevenção e controles para frear mortes no trabalho
Dados INAIL 2025 mostram 1.093 mortes; UGL e Paolo Capone pedem prevenção, controles e cruzamento de dados para reduzir acidentes.
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Dados INAIL 2025: Paolo Capone (UGL) pede mais prevenção e controles para frear mortes no trabalho
Por Giulliano Martini
Os números divulgados pela INAIL sobre os acidentes mortais no trabalho no período mais recente traçam um quadro que exige resposta imediata das instituições e do sistema produtivo. Segundo a análise do sindicato UGL, comandado por Paolo Capone, os casos fatais registrados atingiram 1.093 ocorrências em 2025, ligeiro aumento em relação às 1.090 notificadas no período janeiro-dezembro de 2024 (+0,3%).
Trata-se de dados brutos que traduzem perdas concretas: trabalhadores que não retornaram aos familiares. Não podem ser reduzidos a mera estatística ou atribuídos a uma fatalidade inevitável, afirma a liderança sindical.
O detalhamento regional mostra variações significativas: aumentos no Sul (de 181 para 187 casos) e no Norte-Est (de 164 para 167), enquanto as Ilhas recuaram de 92 para 81, o Norte-Oeste de 205 para 203 e o Centro de 155 para 154. As maiores altas ocorreram em Veneto (+22), Piemonte (+14), Puglia (+14), Marche (+12) e Liguria (+5). Quedas mais substanciais foram observadas na Lombardia (-18), Lazio (-13), Sardegna (-9), Emilia-Romagna (-6) e nas Províncias Autônomas de Trento e Bolzano (-5 cada).
O raio-x por setores confirma pontos críticos: há crescimento de óbitos na agricultura (de 102 para 106) e no chamado "Conto Stato" (de 9 para 12). Subiram também as mortes nas atividades manufatureiras (de 101 para 117) e no comércio (de 58 para 68).
Frente a esse cenário, Paolo Capone afirmou que é indispensável um "cambio de passo": ampliar as ações de controle, implantar um monitoramento efetivo com o cruzamento das bases de dados e investir de forma sustentada na cultura da segurança do trabalho. Em sua avaliação, a prevenção não pode ficar restrita ao arcabouço normativo: precisa ser prática cotidiana nas empresas, sustentada por formação e adestramento contínuos.
Em suas palavras: "Solo rafforzando in modo concreto l'alleanza tra istituzioni, imprese e sindacati sarà possibile fermare una spirale di morti sul lavoro che resta inaccettabile per un Paese civile" — tradução e cruzamento de fontes confirmam o apelo por uma aliança tripartite para interromper essa sequência de tragédias.
Do ponto de vista profissional, a recomendação técnica do sindicato é clara: reforçar inspeções e fiscalizações nos locais de trabalho, integrar bases administrativas e sanitárias para mapear riscos em tempo real e direcionar ações preventivas onde os indicadores apontam maior exposição. O objetivo declarado é converter normas em práticas operacionais, com métricas de resultado — menos acidentes e menos vidas perdidas.
Apuração in loco e cruzamento de dados são, para a liderança da UGL, ferramentas imprescindíveis para transformar política pública em redução tangível de óbitos. A realidade traduzida pelos números da INAIL exige, portanto, medidas articuladas e mensuráveis; sem elas, a tendência de vidas interrompidas continuará a marcar o mercado de trabalho.
Este texto foi produzido com base nos dados INAIL e nas declarações públicas de Paolo Capone, secretário-geral da UGL, e segue os princípios de verificação e cruzamento de fontes adotados pela redação.