Tiroteio em Milão: homem rouba arma de vigilante e é gravemente ferido em Rogoredo
Em Rogoredo, homem de 25 anos roubou arma de vigilante, disparou contra polícia e foi atingido na cabeça; está em estado crítico no Niguarda.
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Tiroteio em Milão: homem rouba arma de vigilante e é gravemente ferido em Rogoredo
Por Giulliano Martini — Apuração e cruzamento de fontes junto a policiais, familiares e hospital: está internado em código vermelho no hospital Niguarda o homem que, na tarde de ontem, roubou a pistola de um vigilante e abriu fogo contra uma viatura policial em Rogoredo, distrito de Milão.
Segundo informações oficiais, o suspeito — identificado como Liu Bowen, 25 anos, de nacionalidade chinesa e em situação irregular na Itália — agrediu com um bastão o segurança e lhe subtraiu a arma de serviço, uma Walther P99. Em seguida, fugiu em direção à stazione di Rogoredo, onde foi localizado por patrulhas.

O confronto armado ocorreu em Via Cassinis. Testemunhos e relatos policiais indicam que o homem disparou contra a viatura; os agentes revidaram. Conforme a versão das forças de segurança, o suspeito foi atingido no braço e na cabeça — a lesão craniana é a mais grave. Ele permanece em condições críticas no Niguarda.
O episódio aconteceu nas proximidades do local onde, na semana passada, Abhderraim Mansouri, 28 anos, foi morto por um agente de polícia. A coincidência geográfica reacendeu tensões locais e chamou atenção da opinião pública.
Fontes familiares, em comunicação com este correspondente, relataram que antes do incidente o próprio homem havia publicado nas redes sociais uma mensagem de pedido de ajuda, denunciando desaparecimento e sofrimento: "Per favore, aiutateci a riportarlo a casa", escreveu alguém ligado ao caso. A família, que se manifestou da China, afirma que Liu Bowen vinha apresentando problemas psicológicos agravados por roubos anteriores — perda de dinheiro e do telefone — e pela condição de isolamento em país estrangeiro.
Trechos da carta da família descrevem um quadro de depressão severa, colapso emocional e apelo à comunidade chinesa em Milão para que, se o virem, o abordem com cuidado e tentem ajudá‑lo. "Era partito per darci una vita migliore", dizem os familiares, que alertam para o estado de vulnerabilidade do homem.
Após a troca de tiros, pronunciamentos de representantes do centro‑direita voltaram a responsabilizar a administração municipal do prefeito Giuseppe Sala, qualificando Milão como "una città ormai fuori controllo" e ligando o episódio a problemas de imigração e integração. A manifestação política foi registrada oficialmente, embora fontes policiais prefiram concentrar as investigações nos fatos e na dinâmica do evento.
As autoridades continuam a investigação para reconstruir a sequência dos acontecimentos: como ocorreu a abordagem ao vigilante, a fuga até a estação de Rogoredo, o intercâmbio de tiros em Via Cassinis e a identificação precisa das responsabilizações penais e administrativas. O estado do vigilante e de eventuais agentes envolvidos não foi detalhado nas comunicações iniciais.
Este veículo mantém apuração em curso. A cobertura seguirá com atualizações assim que novos elementos oficiais — relatórios periciais, depoimentos das patrulhas e registros hospitalares — forem disponibilizados. A realidade traduzida: um episódio de violência urbana com intersecções de saúde mental, segurança pública e debate político.