Oscar 2026: ‘Sinners – I Peccatori’ bate recorde com 16 indicações; DiCaprio, Chalamet e Emma Stone entre os nomeados

‘Sinners – I Peccatori’ lidera com 16 indicações ao Oscar 2026; DiCaprio, Chalamet e Emma Stone também entre os nomeados.

Oscar 2026: ‘Sinners – I Peccatori’ bate recorde com 16 indicações; DiCaprio, Chalamet e Emma Stone entre os nomeados

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Oscar 2026: ‘Sinners – I Peccatori’ bate recorde com 16 indicações; DiCaprio, Chalamet e Emma Stone entre os nomeados

As indicações ao Oscar 2026 foram anunciadas, abrindo a corrida para a cerimônia marcada para 15 de março. Em uma virada que parece saída de um roteiro que mistura horror e crítica social, Sinners - I Peccatori, dirigido por Ryan Coogler e ambientado no Mississippi de 1932, conquistou o recorde histórico de indicações: 16 indicações, o maior número já registrado na história dos prêmios. O filme, que usa o vampirismo como metáfora do racismo, agora figura como o grande favorito em diversas categorias principais.

Depois de um lançamento discreto em abril, Sinners - I Peccatori surge como fenômeno crítico e institucional, disputando prêmios importantes como Melhor Filme e Melhor Diretor. Entre as indicações do longa estão: ator (Michael B. Jordan), atriz coadjuvante (Wunmi Mosaku), ator coadjuvante (Delroy Lindo), roteiro original, direção de elenco, cenografia, fotografia, figurino, montagem, maquiagem e cabelo, som, efeitos visuais, trilha sonora original e canção original com "I Lied to You".

O recorde de 16 indicações supera o antigo teto de 14, que pertencia a três filmes na história do Oscar. No embalo desta liderança, a disputa por Melhor Filme também contará com títulos como F1 - O Filme, Frankenstein, Hamnet - Em Nome do Filho, Marty Supreme, Sentimental Value, Train Dreams e, sobretudo, Una battaglia dopo l’altra (traduzido aqui como Uma Batalha Depois da Outra), de Paul Thomas Anderson, que ficou em segundo lugar no número de nomeações com 13.

Outros filmes com destaque incluem Frankenstein, Marty Supreme e Sentimental Value, cada um com nove indicações, enquanto Hamnet aparece com oito.

A corrida para Melhor Ator desenha-se quase previsível: Timothée Chalamet recebeu sua terceira indicação por Marty Supreme, tornando-se o ator mais jovem a alcançar três nomeações, e competirá com Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke (por Blue Moon), Wagner Moura (por L’agente segreto) e Michael B. Jordan (Sinners - I Peccatori).

Entre as Melhores Atrizes, a lista traz Jessie Buckley (por Hamnet), vencedora do Globo de Ouro; Rose Byrne (por If I Had Legs I’d Kick You); Kate Hudson (por Song Sung Blue – Uma Melodia de Amor); Renate Reinsve (por Sentimental Value) e Emma Stone (por Bugonia).

O caso de Emma Stone chama atenção além da atuação: com as indicações também a Melhor Filme na condição de produtora, ela alcança sua sétima nomeação aos 37 anos — tornando-se a segunda pessoa mais jovem a atingir esse número e a mulher mais jovem na história do Oscar a chegar a sete indicações; apenas Walt Disney chegou a sete mais cedo, aos 34 anos.

Para a categoria de Melhor Direção, os indicados são Paul Thomas Anderson (Una battaglia dopo l’altra), Ryan Coogler (Sinners - I Peccatori), Josh Safdie (Marty Supreme), Joachim Trier (Sentimental Value) e Chloé Zhao (Hamnet).

Uma nota cultural importante: a Itália ficou de fora desta edição. Familia, de Francesco Costabile, não entrou na shortlist de nomeados, ressaltando uma lacuna para a presença italiana numa temporada que parece, para além do glamour, um espelho das tensões sociais e narrativas que o cinema contemporâneo busca traduzir.

Como analista cultural, vejo este momento como um reframe do que entendemos por premiação: não se trata apenas de céus de tapetes vermelhos, mas do roteiro oculto da sociedade que encontra nas festividades institucionais um palco para debater raça, memória e poder. Sinners - I Peccatori não é apenas um recordista de indicações; é um eco cultural que transforma o gênero em crítica e força a indústria a olhar para seu próprio passado e reflexos.

A cerimônia será em 15 de março e, até lá, a disputa promete debates sobre representatividade, forma e influência — o Oscar como sempre faz: um espelho do nosso tempo.