Senado discute segurança rodoviária: Toni Purcaro (DEKRA) defende integrar inovação, ética e infraestrutura

No Senado, DEKRA defende unir tecnologia, ética e infraestruturas para reduzir acidentes e proteger usuários vulneráveis nas cidades.

Senado discute segurança rodoviária: Toni Purcaro (DEKRA) defende integrar inovação, ética e infraestrutura

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Senado discute segurança rodoviária: Toni Purcaro (DEKRA) defende integrar inovação, ética e infraestrutura

Roma, 2 de dezembro de 2025 — Na Sala dei Caduti di Nassiriya, no Senado da República, realizou‑se a décima edição do Tavolo per la Sicurezza Stradale, promovido pela DEKRA e coordenado por Fabio Dadati. O encontro confirmou seu lugar como fórum de referência para o debate técnico e institucional sobre segurança rodoviária, reunindo representantes públicos e privados em torno da necessidade de políticas integradas, formação e inovação.

O senador Roberto Marti, presidente da Comissão Cultura do Senado, destacou que “o tavolo per la sicurezza stradale é um momento importante de confronto” e sublinhou o papel central das escolas na formação de uma nova cultura de segurança. Segundo Marti, a ação legislativa e as iniciativas ministeriais devem convergir com as atividades de organizações como DEKRA, ACI e a Polizia Stradale, construindo uma rede — quase um sistema nervoso das cidades — que suporte prevenção, monitoramento e educação.

Para Toni Purcaro, presidente da DEKRA Italia, “a mobilità del futuro será sempre più sicura, connessa e sostenibile”. Purcaro enfatizou que tecnologias digitais — da conectividade V2X aos sistemas ADAS e à inteligência artificial — representam uma oportunidade concreta para reduzir acidentes e salvar vidas, desde que o avanço tecnológico caminhe em paralelo com a modernização das infraestruturas e a reflexão ética sobre seu uso.

As estatísticas trazidas ao debate foram um alerta frio: muitos sinistros ainda têm origem em baixa visibilidade, manobras imprevisíveis ou erro humano. Notícias recentes da crônica — incluindo uma tragédia de dez vítimas em um único domingo e mais de 200 ciclistas mortos desde o início do ano, conforme dados da Asaps — reforçam a urgência de intervenções coordenadas. “Cada vida perdida é um fracasso coletivo”, afirmou Purcaro, lembrando que intervenções tecnológicas só cumprem sua promessa quando integradas aos alicerces físicos e sociais da mobilidade.

Do ponto de vista técnico e de políticas públicas, o debate apontou algumas linhas de ação claras:

  • Investimento em infraestrutura e sensores urbanos que permitam a comunicação entre veículos, semáforos e usuários vulneráveis, reduzindo pontos cegos e antecipando riscos.
  • Padronização e certificação de sistemas ADAS e protocolos V2X, para que o fluxo de dados seja confiável e seguro — o algoritmo como infraestrutura, não um apêndice experimental.
  • Formação contínua nas escolas e nas empresas, com ênfase na educação de condutores jovens e trabalhadores expostos no trânsito.
  • Quadros éticos e regulatórios que orientem o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial na mobilidade, preservando direitos e protegendo usuários vulneráveis.

Os participantes concordaram que a comunicação direta entre veículos, infraestruturas e pedestres oferece mecanismos de alerta precoce capazes de prevenir incidentes e tornar possíveis níveis mais altos de condução automatizada com segurança. No entanto, ressaltaram que essa transição exige um projeto sistêmico: investimentos públicos em estradas e iluminação, atualizações legislativas e programas de teste em ambientes controlados, acompanhados por métricas claras de desempenho.

Como analista focado na arquitetura dos sistemas urbanos, vejo esse diálogo como essencial: a inovação não pode ser tratada como um agregado — ela deve ser incorporada aos alicerces digitais e físicos do transporte. Só assim o progresso tecnológico deixará de ser um potencial não realizado e passará a ser parte integrante do fluxo de dados que sustenta a segurança nas cidades.

O Tavolo per la Sicurezza Stradale reafirmou que proteger vidas exige coordenação entre tecnologia, ética, infraestrutura e educação. A agenda proposta por DEKRA e pelos parceiros pode funcionar como roteiro prático: compatibilizar projetos pilotos, acelerar certificações e manter foco na formação das próximas gerações — porque a verdadeira segurança é projetada nos detalhes do sistema e testada na vida real.

Riccardo Neri — La Via Italia. Análise sobre como políticas, dados e tecnologia se entrelaçam para moldar mobilidade humana e segura na Europa.