Universidades telemáticas exigem decisão política de Bernini sobre exames online

Estudantes de Mercatorum, Pegaso e San Raffaele exigem decisão de Bernini sobre exames online e regras claras para avaliações.

Universidades telemáticas exigem decisão política de Bernini sobre exames online

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Universidades telemáticas exigem decisão política de Bernini sobre exames online

Roma, 11 de fevereiro de 2026 — Representantes estudantis de três instituições de ensino a distância enviaram ao Ministério dell'Università e Ricerca (MUR) e ao ministro Bernini uma carta pública que exige uma decisão clara e definitiva sobre a realização de exames online nas universidades telemáticas.

No documento, assinado por delegações estudantis da Università Mercatorum, Università Telematica Pegaso e Università San Raffaele Roma, os estudantes afirmam que a incerteza sobre as modalidades de avaliação está gerando “preoccupazione diffusa” e prejudicando a vida acadêmica de uma parte crescente da comunidade estudantil.

“Scriviamo con rispetto delle Istituzioni e con spirito costruttivo”, diz a carta, que, segundo os remetentes, está aberta à subscrição de toda a comunidade estudantil — tanto de cursos presenciais quanto de ensino a distância. O pedido central é uma “scelta politica e di sistema coraggiosa, organica e definitiva” sobre a didática remota e os exames online, com regras que preservem qualidade, garantam transparência e aumentem o acesso ao estudo universitário.

Os alunos fazem referência expressa ao dispositivo normativo que orienta a oferta formativa a distância: o D.M. n. 1835 del 6 dicembre 2024. Esse decreto estabelece, como regra, a realização presencial das verifiche di profitto e do exame final, mas admite deroghe puntuali e prevê a possibilidade de integrar essas normas conforme a evolução das tecnologias disponíveis.

A carta reconhece a razão de ser dessa norma: “garantire integrità delle prove, uniformità e credibilità, con controlli adeguati”. Os estudantes sublinham que não se opõem à exigência de qualidade dos mecanismos de avaliação — “la qualità dell'assessment non è negoziabile” — e pedem que o debate evite a dicotomia maniqueísta entre “rigore” e “flessibilità”.

Na formulação apresentada, o objetivo deve ser claro: manter os mesmos padrões de qualidade enquanto se amplia o acesso ao ensino superior, em consonância com declarações anteriores do próprio Ministério no sentido de que a qualidade deve ser assegurada independentemente das modalità di erogazione.

Os representantes estudantis pedem ainda um confronto público e transparente que envolva todas as componentes universitárias — com os estudantes em posição central — para que decisões finais não sejam ditadas por posizioni ideologiche o por calculi strumentali que restringiriam o acesso efetivo allo studio universitario.

Apuração e cruzamento de fontes confirmam que a questão colocada pelos alunos coincide com debates em curso em várias ateneos do país, onde a expansão do ensino a distância colocou em evidência a necessidade de regras comuns, verificáveis e tecnologicamente seguras para as avaliações. A expectativa agora recai sobre a resposta institucional do MUR e sobre a posizione pubblica del ministro Bernini, que terá efeito direto sobre milhares de studenti.

Giulliano Martini — apuração in loco e cruzamento de fontes para Espresso Italia.